Sobre

 

Somos um coletivo, lugar (sem lugar) que inventamos para investigar/fazer arte de um modo mais conectado com o mundo, menos sujeito ao mercado e com um tipo de produção advindo de um processo de fusão de linguagens artísticas presenciais. Habitamos um terreno movediço, mutante e provocativo em um processo que não hierarquiza seus elementos e participantes, que busca modos mais democráticos de funcionamento, e que permite que sua política de relações contamine sua produção. Tais opções acolhem as questões emergentes na nossa sociedade contemporânea, mapeando-as e problematizando-as, e resulta em algo que não é espetáculo ou apresentação, mas que é arte, dessa que se faz no encontro.

Desde o ano de 2012, o Mapas e Hipertextos vem experimentando distintas possibilidades inventivas contemplando pesquisas que investigam a corporeidade política; noções de eficácia e fracasso no teatro na rua; presença/ausência; composição em dança e performance contemporâneas; relações entre espaço virtual e estrutura social; relações entre ética e estética; site specific; e processos de criação em arte como modo de subversão. Uma das principais características do coletivo é a constante investigação da relação entre modos de fazer em artes presenciais e os modos de vida em sociedade, mantendo uma estratégia de operação que ganha corpo no desenvolvimento de ações modulares e hipertextuais, que podem ser combinadas e recombinadas de acordo com o momento, com o intuito de gerar novas configurações compositivas em artes presenciais. Esse modo de operação procura ser uma abordagem relacional afetiva e responsiva.  O público é agente, participa no processo de mapeamento e de construção, e também se torna cúmplice nos momentos em que a ação artística é posta em relação.